domingo, 30 de março de 2014

Voltando...

Tem horas em que se precisa caminhar, mas faltam...
Aquele espelho não mais está disposto a mostrar o que vem à frente. Parece que tudo o que se foi e o que seria, não se alcança mais. Apenas um presente, vazio de significados.
O sentido de tudo isso parece ter acabado. Qual caminho se propõe então?
Nenhum. Não há.
"O caminho se faz ao caminhar", já disse o poeta. O problema está em quando não se tem forças para tal caminhada. O problema está em querer caminhar. O problema está. O problema.

Pouca força, pouco tudo.
É como um redemoinho...

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Memória e vida.

A vida de algumas pessoas parece uma sucessão de erros. Escolhas erradas que pareciam certas, decisões refletidas ou não, que se mostraram equivocadas. Já outros, parecem ter uma vida repleta de acertos. Como se não conseguissem olhar para trás e pensar naquilo que foi dito ou feito, elas vivem, como se estivessem sempre certas.
Tem horas em que a gente pensa que o melhor é seguir em frente sem olhar para trás. Mas algumas pessoas não conseguem fazer isso, dentre elas, eu. Não consigo seguir em frente sem olhar para trás. Olho, penso, avalio.
Por vezes, nessas situações, o melhor seria não ter memória. Já outras vezes, a memória é boa, porém parece que o dever é não lembrar daquilo que foi bom, quando se seguiu de coisas ruins. Em outras ocasiões, a memória daquilo que foi bom é sempre acessada, ainda que a base da construção dessa memória boa tenha sido imenso sofrimento.
Já vivi muitas coisas, porém, a sensação é de que histórias se repetem. É como se a gente vivesse preso numa espiral que sempre nos remete à mesma coisa. A isso, a psicanálise chama de "repetição inconsciente", é como se uma dada história precisasse se repetir inúmeras vezes para que a pessoa pudesse identificar as questões inconscientes que precisam ser trabalhadas. Sim, eu odeio a psicanálise.
Mas... Chega uma hora em que se faz necessário entender o que o inconsciente está tentando dizer.
O problema maior é que o tempo passa. A idade chega. A gente se sente velho demais para ficar sempre voltando na mesma coisa. Aliás, uma pergunta recorrente em mim é: será a vida uma sucessão de recomeços?
Parece que todos vivem assim e que, apesar das coisas boas da vida, o sofrimento sempre vem, sempre está presente. E, quando percebo isso, só me ocorre uma coisa: se deus existe, ele é um grande zombador! Nos coloca no mundo para vivermos assim...
E não, não anulo as coisas boas!
Acontece apenas que as coisas ruins vêm com tudo. Com muita força.
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Me pego pensando: quem sou eu?
Vem em minha mente inúmeras coisas, boas e ruins.
Fato é que apenas, em alguns momentos, gostaria de sentir que algumas pessoas não me conhecessem. E quisessem.



domingo, 8 de dezembro de 2013

Olho para este painel e nunca sei por onde começar. Deve ser a falta de prática, que me faz escorregar daqui.

Sinto-me, novamente, pequena. Sem saber para onde ir. Sem saber o que fazer, o que dizer. A vida, novamente, se parece como algo muito difícil e sofrido, e aí vem aquele pensamento "não devia ter nascido".
Cansada de tantos golpes, cansada de tanta desilusão, cansada de tanto lutar, às vezes não sei o quanto vale a pena lutar para estar aqui. Cansei disso, viver é muito complicado.
Não sei para onde ir. Não sei se fico parada, se ando, se corro, se pulo. Cigarros e cervejas são minha companhia, nessas horas. Preciso respirar, preciso pensar, preciso sentir.

Neste exato momento, olho para mim e vejo um espaço "vazio", negro, sem nada. Se eu fosse um quarto, ele seria assim. Tristeza é aquilo que preenche este vazio.
Há cada minuto, pondero uma coisa diferente. Pondero tudo, sem chegar a conclusão alguma...
Se eu soubesse que a vida seria assim, talvez já me despedisse dela muito mais cedo...

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Até quando?

Até onde crer no ser humano?
Até onde levar uma palavra em conta?
Até quando achar que está certo algo que se pensa?
Até quando, até quando?

Teu olhar me comove, mas meu sentimento não. Congelamento, é isso. Aquele queijo estava no meu coração, golpeado com a tua faca. Como retirá-la de lá, então?

É hora que quebrar. E quebrar. E, quem sabe, nunca mais juntar?

Nem toda cola é capaz de colar este coração partido.

domingo, 16 de junho de 2013

Incômodo.

Dia após dia... Noite após noite... Por mais que se mude a vida, por mais que se trabalhe ou se divirta, por mais que se estude, se exercite, se distraia... A sensação não passa de que há sim um conflito.
Mas um conflito interior. Um conflito que mostra o tempo todo que algo em você não está em acordo com o mundo.

Por mais que eu saiba, cognitivamente eu sei, que isso é "bom". É bom sentir isso. É bom mergulhar e ir ao encontro de todos os incômodos... Difícil é encarar isso de frente. E, quem sabe, entender que, em meio ao mundo todo, o lado de dentro não está e nunca esteve bem.

Quem sabe, a constatação seja essa, ao final. Descobrir que a vida sempre será assim. Descobrir que nunca me sentirei pertencente a esse mundo...

domingo, 26 de maio de 2013

Registro.

A vida anda corrida, como sempre. Mal consigo respirar... Trabalho, aulas de direção, saio de casa 7h da matina para chegar depois das 20 quase todos os dias... Mas estou contando os dias para viajar.

Passei aqui apenas porque, como sempre, dá vontade de escrever.
Queria ter mais tempo e disposição para isso, mas a dor de cabeça está me incomodando, essa tela branca me agonia...

Então, registro, sinto saudades. Só.

domingo, 19 de maio de 2013

Crescer... até quando?

Cada dia que passa, um pouco mais velhos ficamos. Entretanto, a sensação que temos nem sempre é a mesma. Em geral, costumo me sentir mais criança em muitas situações... Digo, mais criança do que o esperado. Quando pareço mais velha, sempre sou taxada como chata, entre outras coisas.
Esse sentimento de ser criança ou ser velha provoca algumas coisas esquisitas. Engraçado o fato de conseguir ser criança e me sentir velha. Meu corpo tá velho. Minha energia não é mais a mesma. Mas minhas revoltas são parecidas com as de adolescente.

Esses dias, umas coisas de infância voltaram. E chorei, como chorava quando criança. Queria ir pro quarto e chorar, como acontecia... Até que viesse alguém perguntar "quem te bateu?" como acontecia quando criança. E, detalhe, nem sempre eu apanhava, mas era a forma das crianças se comunicarem, perguntar se alguém tinha batido em nós. (risos).
Mas não fui pro quarto. Aliás, não fiquei só. Fiquei com meu acompanhante diário, companheiro diário, que aguenta minhas criancices e minhas adultices.
Fui criança como há muito tempo não tinha sido... Revivi coisas, lembrei de histórias que estavam esquecidas. Fiquei sem fôlego, como era antigamente. Até sentir o corpo formigar.
Depois, algumas coisas pra descontrair e um sono...
Fato é que aquilo que dizemos serem "de criança" ou "do passado" ficam na nossa sombra, nosso inconsciente que insiste em nos visitar. E dessa vez não foi diferente. Fui visitada durante o sono, de um jeito assustador. Acordei. Tinha dores fortes. Levantei, deitei. Respirei. Tentei ver se a dor passava, e não passava. Fechava os olhos e só vinham as imagens do sonho. Preguei os olhos rapidamente, até acordar e não conseguir dormir mais... Resolvi tomar analgésicos, para tentar passar a dor física. Deitei, dormi mais umas duas horas...
Quando acordo, as marcas continuaram: olhos inchados e marcados, olheiras fundas, pouca disposição.

Tem momentos em que voltar a ser criança não é a melhor coisa que pode nos acontecer. Porém, já diz uma teoria, que carregamos em nós um adulto, uma criança e um pai. A cada momento que passa, um desses aparece. Mas, infelizmente, meu corpo não é mais de criança e não consegue lidar com as coisas com tamanha vitalidade...

Já disse Jung que "aquilo a que você resiste, persiste" e isso são os conteúdos inconscientes. Eles estarão lá independente de nossa vontade. Interessa, então, pensar: até quando vamos crescer? Ou, crescer não seria carregar tudo o que um dia já fomos e tentar fazer disso uma vida mais tranquila? Então, crescer é, na verdade, uma utopia. Se sempre formos aquilo que fomos um dia, aquilo que foram nossos antepassados e nossa cultura, na verdade nunca cresceremos. Crescer é, na verdade, aquilo que nos faz acreditar que amanhã tudo poderá ser diferente -- ainda que não passe apenas de uma crença.

domingo, 28 de abril de 2013

Dói.

Fico tentando colocar em palavras o que venho sentindo ultimamente...
Há poucos dias atrás, uma força me invadiu, uma disposição e vontade que há muito tempo não sentia. O desejo aliado à real percepção de que, enfim, as coisas dariam certo.
Infelizmente, há pouquíssimos dias atrás, fui atingida. Um golpe, rápido e profundo, me atingiu. Não só a mim, mas aos poucos que estão mais próximos. Achei que não daria conta, mas essa força interna me disse "vai, eles precisam".
Assim que eles se restabeleceram um pouco, o golpe começou a doer. E doeu tão profundamente, mexeu com tantas coisas que já não sei mais quando ele iniciou sua formação.
Infelizmente, com golpes, percebo que jamais vou me adaptar a este mundo. Sempre serei aquela que não se esconde atrás de máscaras. Sempre serei quem acredita que as pessoas podem melhorar, podem superar problemas e obstáculos.
Infelizmente, ainda, sinto. Dói muito aqui dentro e parece que a dor não vai passar.
Essa semana, tentarei ir a fundo nesse rombo que foi criado. Porém, não irei sozinha. O pior de tudo é a incerteza sobre quem vai comigo, se vai querer tirar a sujeira ou se, uma vez no cerne do problema, tentará armar outro golpe.
Viver é correr riscos... Novamente, opto pela vida. Ainda que isso implique que eu morra. Pelo menos, morrerei como mulher livre.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

O tempo não pára.

Há quem pense que lutar por mudanças é tentar impor uma ditadura do bem.Quão leviano parece ser este julgamento...
Como dizem por aqui, pior do que respeitar opiniões contrárias é a omissão. Há certas situações em que temos que nos posicionar, e muitas vezes, estas opiniões não são reacionárias, não vão na direção do que se chama "senso comum". E aí, quando se falta argumento, diz-se que se está impondo uma visão de mundo. Nada mais simplista poderia ser dito...
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"A tua piscina tá cheia de ratos" dizem. Tu dizes que não, há de tudo, menos rato! Há gatos, não pode haver ratos! Indignas-te. Revoltas-te. Com todos, com deus, com o mundo. Teu pai te deixou, tua mãe igualmente, teus irmãos te largaram. O que te resta? Viver ao relento, juntando coisas infinitamente, sem nunca conseguir sair do lugar.
Olhei pra ti, disse que sabia o que estavas passando. Disse que não estás só.
Deus me deixou só. Todos são meus inimigos. Trabalhei para crentes, e deus não me recompensou. Dizes.
Quando te vejo, digo o quanto tua vida é injusta, o quanto é difícil pra ti confiar em mim, quando entendes que deus te deixou. Sinto uma lágrima se formando... Ela seca. Nem água existe mais em teu corpo. Apenas inchaço. Mal cheiro, sujeira. Inchaço. E aquelas inúmeras baratas te picam...
Então, tu dizes o quanto entopes teu canto ao relento, quantos meses dormes sentado, o quanto entopes tudo de coisas porque, afinal, te sentes muito só. Quanto mais coisas, sejam estas coisas simplesmente lixo, menos solidão. Quando te falo em solidão, dizes dos teus animais.
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Fato é que a vida anda dura demais para uns. Outros, têm moleza exageradamente. No meio disso tudo, estamos nós, que temos dureza SIM e ficamos diariamente encontrando motivos para nos matarmos em vida.
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"Enquanto todo mundo espera a cura do mal, e a loucura finge que isso tudo é normal, eu finjo ter paciência..."

domingo, 31 de março de 2013

Quero uma casa no campo...

Hoje eu queria, tem dias em que eu queria
Estar em qualquer lugar. Horas praia, horas mato, horas me isolar de toda essa correria.
Quase propus hoje "que tal, irmos para uma casa no meio do mato, vivermos isolados de pessoas, apenas com animais e plantas? Servindo à natureza e tudo o que ela pode nos dar em troca, apesar de existirmos?"
Então, após pensar isto, realmente avaliei o que estava pensando e sentindo.
Tem horas que esta vida, corrida, parece perder todo o sentido. Dá vontade de parar, apertar o pause, respirar fundo e buscar aquilo que poderia mais nos integrar! A que? à natureza, penso. A quem? A quem somos, a quem fomos, a quem poderemos ser.
Fato é que a vida é repleta de incertezas, e o nosso sistema social vai nos enredando e nos tornando prisioneiros dele...
Tem horas em qu eue penso que em breve vamos fazer uma mudança radical.
Porém, apesar de todas as críticas que o mundo "informado" apresenta, não parece que de fato queremos!
Parece que nos acostumamos, e vamos preferindo cada vez mais querer mais e mais coisas, querer ter mais e mais pessoas, querer ter mais e mais bens... E esquecemos que podemos ter uma vida diferente!

Várias vezes, fico me perguntando: como seria uma vida "diferente" instalada nessa cidade maluca?
Por viver diferente, me refiro a um modo de vida que não cause tantos danos a mim mesma e meus próximos. Que me faça sentir como parte mais integrante da natureza e do coletivo.
Sinceramente, não sei. Tenho buscado, tenho lido, tenho visto vídeos e documentários, mas nada parece me responder.
E aí, nessas horas, eu penso que poderia jogar tudo pro alto e viver numa fazenda, numa casa de campo, ou numa praia. O importante seria viver de outra forma, com outro ritmo.
Mas, se eu bem me conheço... Provavelmente, isso não daria certo.
Apesar de tudo, meu problema maior ainda sou eu.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Da série: vc não gostaria de ser eu

Há dias que quero dar as caras por aqui, mas não consegui antes... Eis-me aqui, agora!
Esse post é mais um em que vou apenas reclamar. Então, se não estiver afim, pule pro final em que eu geralmente procuro ver algo bom em toda a bosta que eu escrevi anteriormente. Fica a dica!

Os últimos dias têm sido no mínimo curiosos.
Primeiro, porque voltei a fazer terapia. Meu psicólogo parece muito gente boa, de uma abordagem junguiana pois algo me disse que eu devia mudar... E mudei! Ele fez poucas intervenções, até porque temos poucos encontros ainda, mas tem sido por um lado mais tranquilo e por outro lado terrível. Porque, claro, nessas horas a gente começa a mexer naquelas pedras que estavam largadas e cheias de limo, o cheiro não é agradável porém dá uma sensação de alívio... Tem sido, no mínimo, interessante!
Outra coisa curiosa dos últimos dias é que nunca trabalhei tanto na história! Trabalho todos os dias quase 24 horas por dia: chego em casa, penso no trabalho; discuto os casos com meu próprio ego; ligo pra pessoas do trabalho para trabalhar por telefone; quando vejo filmes, qualquer deslize já começo a trabalhar mentalmente; dormindo, sonho com o trabalho.
Dessa forma, pensem em como estou. Ok, não precisa comentar todas as coisas que vcs devem estar pensando, como: na hora "H" ela tá trabalhando também? Resposta: não. Mas não vou entrar em detalhes a esse respeito.. Poucas são as situações que me desviam do trabalho. Além do sexo, The Walking Dead me tira do trabalho. hehe Entre outras coisas...
O mais interessante é que isso está começando a ser trabalhado na minha terapia...

E o que eu estou descobrindo???
É que todo este trabalho, me impossibilita de fazer outras coisas que desejo... E fico paralisada.
Tenho que escrever artigos, mas não consigo. Tenho que dar aula, mas não consigo.
Tenho que fazer academia, mas não consigo.
Toda a energia vai praticamente pra isso tudo...

E o que sobra no final? Uma pobre cidadã, cansada eternamente, com vontade infinita de dormir e com a eterna sensação de frustração.

Pois é.... Tem horas em que dá vontade de jogar tudo pro alto! Mas não é esse o caminho, obviamente. O caminho é enfrentar, entender e conseguir transformar.... Tá aí algo que não é fácil, mas é possível. O problema maior é o tempo: quando vou conseguir?
Não sei. Mas uma vez identificado o "inimigo", irei em busca das armas de combate. E que vença o melhor!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

A alegria é a melhor coisa que existe

Aquele olhar vago e festivo deu lugar a um olhar duro, rígido.
E pensar que aquele sorriso que mostra todos os dentes pode um dia virar seriedade e sobriedade.
Qual o limite entre o viver e o amadurecer?
Qual o sentido de viver uma vida dura e crua se se pode viver sem ter sentido, um mundo fatasioso e repleto de "tapa buracos"?
A verdade é que as coisas sérias são chatas e necessárias, e as coisas alegres nunca parecem sérias ou mesmo soam como desnecessárias.

Ainda que seja difícil, a opção por existir não é das mais fáceis. E talvez, continue sendo impossível.
Por quê tanta redundância?
As dificuldades, sendo sério e duro são tão grandes como a de ser alegre, mole, permeável, sem consistência.
Então, qual a melhor opção? Ser alegre ou ser triste? Fingir ser tudo e não ser nada ou, sendo alguma coisa, descobrir que nunca irá existir plenamente...

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

VDM

Fiquei um tempo sem aparecer... Muitas coisas aconteceram, mais um ano se acabou e outro começou. E com muitos desejos, vontade de fazer coisas diferentes, algumas metas pessoais, sonhos mesmo.
Acontece que meu trabalho é intenso, minha vida é intensa, e tenho muita coisa pra fazer em pouco tempo, afinal, já cheguei aos 30!
Infelizmente, a energia está indo ralo abaixo... E isso parece uma bola de neve, uma coisa leva a outra, e tudo parece ficar mais difícil. Tenho muitas boas oportunidades, preciso agarrá-las, mas não consigo. Ao contrário, parece que vou deixando tudo passar por mim, escorrendo pelos meus dedos. A única coisa que consigo fazer de verdade é no trampo, lá a coisa rola, eu consigo fazer a maioria das coisas que preciso (embora sempre fique algo pra depois, mas isso faz parte do trabalho).
Eu preciso emagrecer, fazer alguns exames, estou fazendo auto-escola, preciso estudar, terminar meus relatórios de um projeto de pesquisa que participo, terminar meu projeto de doutorado, fazer terapia, fazer exercícios, fazer comida, etc etc. Enfim, é coisa pra caramba!
E ainda por cima, encontrar um tempo pra ver os amigos de vez em quando, tomar umas geladas, ir a alguns shows. É, não é fácil.
Mas a maioria das pessoas consegue! A maioria consegue e eu as admiro pra caramba!!!!
Sinceramente, não sei bem por onde começar e estou começando daquilo que deu. Ainda por cima, me meti no trabalho a fazer parte da comissão permanente de estudo, que tem que preparar textos e coisas pra equipe estudar e se capacitar. Logo, agora estou tendo que reler "história da loucura" e ler em 1 mês, ainda queria ler outro livro novo de 450 páginas sobre o mesmo assunto "o homem que queria ser napoleão".
Enfim, em meio a tantas coisas, sempre e SEMPRE fico com a sensação de que não vou conseguir. E o pior, sinto que não vou conseguir fazer aquilo que mais desejo entre todas estas coisas!

Sinceramente, esses relatórios não são tão difíceis. Eu só preciso terminar, propor alguns textos para estudo dos alunos, e partir pro segundo relatório que farei a parte da metodologia. E isso leva tempo, mas não é a coisa mais difícil. O que é mais difícil, mesmo, é aquilo que é pra mim, diretamente pra mim. Aquilo que se eu não fizer, ninguém vai fazer.

Eu só sei que sinto que tenho pesos nos pés. Na barriga. Nos braços. Devem ser os quilos a mais que ganhei!
De toda forma, não consigo sair do lugar e, quando chego em casa, só tenho vontade de dormir ou ficar lendo OUTRAS COISAS...

Sinceramente, não sei como mudar isto e me sinto andando em círculos.
E enquanto escrevo aqui não me ocorre nenhuma ideia mirabolante! Ocorre que fica cada vez mais clara minha incapacidade de resolver coisas da vida. E enquanto isso, os 30 começam a passar, daqui a pouco estou nos 40 e não queria ficar com a mesma sensação...

Resumindo: tudo isso + TPM = a vida é uma merda.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Apegada à cara. Ao corpo, ao tudo.

Fazia tempo que eu não aparecia por aqui, né?
Ok, não fazia taaaantoooo tempo! Já fiquei bem mais tempo longe, eu sei!
Mas eu estava sentindo falta...

Depois de toda a minha revolta por ver pessoas aparentemente "do bem" desejando o meu mal, vou falar de mim mesma, que é pra ninguém dizer que eu fico só "me queixando dos outros".

Tenho tido uns sonhos "mucho locos", tá ligado?
Pois é.
Uns sonhos que nem eu acredito quando eu acordo! haha
Ontem mesmo, quer dizer, hoje, eu acordei no maior susto (ah, não, foi ontem mesmo!) com o celular tocando... Estava tendo um sonho muito louco em que eu encontrei meu irmão mais velho e estávamos conversando sobre uns problemas da vida, então pegamos um álbum de fotografias da infância e a cada foto que víamos, voltava-se à cena e ele ia explicando o ponto de vista dele sobre diversas coisas. Sério, era muito louco! Toda hora, ficava indo no passado e voltando pro presente pra folhear o álbum e ver outra foto!!!

Mas o sonho que mais me chamou atenção nos últimos tempos, foi um sonho que misturava meu irmão mais velho e uns fatos do presente. Aliás, é bastante sonho com meu irmão mais velho, hein?! (ô.Ó) Ele me encontrava na rua e me dava um "nextel", mas o nextel era quase do tamanho daquele rádio do Lucas Silva & Silva (direto do mundo da luaaaaa). Era muito grande, parecia um walk tok (sei lá como se escreve isso!). E eu andava pela rua pensando "uau, eu tenho um nextel!" seguido por "mas não tenho NENHUMA amiga que tenha nextel!" e depois pensando "Não, não vou fazer amizade só pra poder usar o nextel!" kkkkk que bizarro!!!
Então eu andava pela rua mexendo no meu mais novo nextel! Uma conta inteirinha pra eu poder usar infinitamente (com quem, não sei!) e zás!
Eis que eu olho para um prédio grande e antigo que ocupava quase um quarteirão inteiro. Nas paredes desse prédio, tinham macarrões parafuso gigantes colados, eu olhava e pensava "o que tão fazendo aí esses macarrões????", então, pra minha surpresa, lá em cima numa torre que existia no prédio, com um macarrão do lado de fora (na parede externa), havia uma paciente minha!!!! Ela me chamava, me chamava muito! Então, eu pensei "meo, nem nos meus dias de folga minha ela me deixa livre????".
Aí, eu acordei. E fiquei pensando no que mais me chamou atenção. Não foi o nextel, nem os macarrões, mas foi a paciente me perseguindo no meu dia de folga!

E era tipo um sábado, algo assim! Acordei de madrugada, pensei nela, e disse pra mim mesma "pára Juju, agora não é hora de pensar nisso, vc PRECISA desligar, vc tem DE desligar!!!!".
E deu certo?

Nãaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaoooooooooooooooooo!!!!
Mas eu consegui voltar a dormir depois de um tempo acordada....

O fato é que nosso inconsciente insiste em nos mostrar coisas que não estamos querendo enxergar em nós, ou mesmo, nos dá "toques" para coisas que precisamos de fato atentar. Ele me mostrou uma "máscara" da vida que está apegada não apenas à cara, ao corpo, à alma. A máscara da terapeuta. Esta máscara precisa ser tirada de vez em quando, o difícil é conseguir...

O que importa é saber que nós podemos nos boicotar ou sermos grandes aliados de nós mesmos. Quando vemos ou vivemos coisas para as quais não damos a menor atenção, ou não queremos enxergar certas coisas, acabamos por nos boicotar. Assim, negamos fatos e impressões, fazemos de conta de nada está acontecendo, não conseguimos entender o que ocorre conosco e como os fatos nos afetam, fazendo com que adoeçamos das maneiras mais diversas possíveis...
Ainda estou no caminho de adoecimento, mas buscando uma cura. Comecei este movimento, mas jamais esquecerei da famosa frase de Jung que fala que só pode curar, aquele que já foi ferido.

Assim, sigo a vida, de ferimento em ferimento e pensando que ao menos assim posso ajudar outras pessoas a encontrar seus caminhos para uma "cura". Eu mesma, já entendi que meu caminho é este... De ferimento em ferimento, aprendendo a reconhecer os tipos de machucados e as formas para tratá-los...

domingo, 4 de novembro de 2012

Querido diário

Então, né, ontem postei sobre minha indignação pelas pessoas. Hoje, não será muito diferente!
É o seguinte... Desde que viemos morar nesta casa, além de alegrias, tivemos algumas dores de cabeça. Ok, não vou entrar em detalhes, porque senão isso daqui iria ficar enorme, mas agora voltamos a ter dor de cabeça.
Esta casa é antiga, o proprietário deu um tapa na casa e deixou ela mais ou menos, bonitinha até, mas sua essência continua antiga. O que seria a essência de uma casa? Me refiro, aqui, à rede elétrica, que é uma bosta. Pausa aqui.
Como vocês mesmo souberam (se é que alguém ainda lê isso aqui), a gente adquiriu um carro. Nossa casa não tem garagem, ficamos bom tempo procurando garagens na redondeza mas tudo estava ocupado, então, pensamos no nosso "querido" proprietário. Ele vive de alugar coisas. Há uma casa na frente da nossa, abandonada, que é dele (falta reformar pra tornar habitável e alugável). Nesta casa, há uma garagem. Pensamos "ele COM CERTEZA vai querer, já que ele vive disso, e isso aqui tá parado" e, dito e feito, ele quis. Porém, precisava trocar o portão. Ele disse que ia trocar quarta-feira (há 4 dias) e... nada. A gente ficou no pé dele, e ele pôs a culpa no cara que fez o portão, dizendo que ele é chegado num goró e não veio na data marcada. Resumindo, o cara veio ontem, disse que viria hoje terminar o "serviço".
Pois o cara não me deixa o portão do lado contrário? E a parte de fora, que é pra trancar, simplesmente não tranca? E o cara fez um portão todo fechado com um espaço em cima que mais parece mal calculado do que outra coisa? E, hoje, fomos mexer no portão pois o proprietário veio aqui e disse que dava pra "usar" enquanto ele não terminava tudo...
Então, fomos usar. Na hora de fechar o portão, este não fechava nem por decreto! Até que um vizinho nos salvou... Mas, eu liguei pro proprietário e o que ele me disse???? Quem adivinha??? Ele vem dizendo que a gente podia deixar lá sem trancar, que é uma rua tranquila (semana retrasada roubaram um carro às 10:30 da manhã na frente da nossa casa!), que EU tinha que CONFIAR EM DEUS!!! Sério, me segurei muito, mas a vontade foi de dizer "é, em Deus eu preciso confiar, já que nas pessoas não tá dando, né".
Por fim, descobrimos um estacionamento novo relativamente perto de nossa casa. Se o cara de fato resolver o problema do portão nos próximos 3 dias, belê, senão a gente vai pro outro estacionamento e pedir nosso dinheiro de volta (pagamos adiantado).

Pra piorar as coisas, voltando a falar da nossa casinha, tivemos um problema num bocal da luz da sala, que o proprietário disse que virá resolver quarta-feira. Pra piorar, hoje queimou o chuveiro. Quer dizer, não sei se queimou o chuveiro ou a fiação, aí vamos ter que ver...

Sinceramente, essas coisas cansam! Principalmente porque a casa não é nossa e o proprietário, que vive apenas de locações, não se interessa em manter os clientes felizes.
Ou seja, é um burro.

Certa vez, ele disse que se a gente não estivesse contente podíamos procurar outro lugar que ele não ia cobrar multa, sendo que estávamos pedindo que ele consertasse algo que ELE mesmo fez errado!!!

Sinceramente, as pessoas não prestam. Esse mundo capitalista nos forma, nos conforma, nos faz sermos pessoas mesquinhas, que não se importam umas com as outras... O problema é que quanto menos nos importamos com os outros, mais fracos nos sentimos. Mais frágeis ficamos, frente a todos os problemas que se precisa enfrentar.

Às vezes eu acho que a grande droga é tentarem nos convencer que vida boa é vida sem problema. Estou pensando aqui... Meus filhos pretendo educar para não ter esperança, não desejar uma vida sem problemas. Acho que vou fazer um bem pra humanidade...

Alguém aí acha que o velho vai arrumar o baguiu da porta? Sério, eu não to botando fé, mas de verdade, estou querendo evitar a fadiga... :(((

sábado, 3 de novembro de 2012

Desçam das minhas costas!

Ultimamente, muita coisa tem acontecido na minha vida. Tenho passado dias de alegria e de tristeza, enquanto em outros dias levanto "deprimida" e volto pra casa "eufórica", quase uma típica pessoa com bipolaridade. Mas, segundo um amigo meu, eu estou mesmo é CANSADA.
Todo dia, toda vez que eu levanto para pegar o ônibus e levar quase duas horas pra chegar no trabalho, e depois levar quase duas horas pra voltar do trabalho, eu me sinto cansada. Às terças-feiras eu trabalho 12 horas, então fico quase 16 horas na rua e, para compensar, às quartas-feiras eu tenho a tarde livre. LIVRE??? Pra uma pessoa CANSADA, tarde livre é sinônimo de horas pra poder dormir, ou seja, não adianta de nada ter a tarde livre...
Apesar de tudo, tenho mantido o bom humor na maioria das vezes, claro...
Essa rotina pesada tem seu preço, e eu recebo um valor razoável por isto. Por conta disso, resolvi com meu maridinho, adquirir um automóvel. Ok, certo que eu ainda não sei dirigir (pretendo tirar a carteira de motorista a partir de dezembro), mas ele tirou a carteira agora e está apto para dirigir, ou melhor, para aprender a dirigir. A ideia é: se me buscar no trabalho inicialmente, já poderei não me sentir tão CANSADA todos os dias da minha vida. Por que, sempre me pergunto, pra que ganhar dinheiro? Pra que trabalhar tanto? Se eu ganho uns mangos razoáveis, penso que devo reverter isso pra minha qualidade de vida, obviamente.
Infelizmente, a frase do Tolstói que eu aludi no título, faz todo sentido agora: "Os ricos farão de tudo pelos pobres, menos descer de suas costas". Por quê, vocês perguntam.
Por que, inicialmente, as críticas vieram. Depois, pessoas dizendo que se não se sabe dirigir, não se deve ter carro (a pergunta que não quer calar é: como se aprende a dirigir, sem carro????). Então, pessoas opinaram dizendo que ao invés do carro devíamos comprar uma casa (ah, custa o mesmo tanto, né?!). Pra finalizar, meus sogros começaram a fazer uma rampa na casa deles pois a garagem , que nunca foi usada, não permitia a entrada de carro, precisava de obras e, PASMEM!, foi o sogro passar o cimento ontem que no mesmo dia, com o cimento molhado, foram pessoas lá e ficaram PISANDO COM MUITA FORÇA pra estragar o que ele estava fazendo.
E é aí que surgem as questões mais revoltantes no momento... Primeiro, ouvir pessoas próximas, que sempre julguei quase da família, dizendo coisas absurdas, me faz pensar várias coisas, uma delas é que sim, as pessoas sentem inveja dos outros. A outra é que são pessoas de classe média, que sempre me viram fudida e muito mal paga, e agora se incomodam de ver minha vida tomando bons rumos e, por isso, a frase do Tolstói. Também faz parte desse grupo, pessoas que não são tão amigas mas se enquadram nesse quesito.
Terceira coisa que eu penso, quando paro pra pensar nas pessoas pisoteando de propósito o cimento: as pessoas, além de invejosas, são más. Não sabem respeitar a vida dos outros, respeitar pessoas de mais idade! Se elas pudessem, fariam ainda pior! (e ainda teve gente que sugeriu que deixássemos o carro dormindo do lado de fora da casa deles...)

Sinceramente, tem horas que dá vontade de mandar todo mundo à merda.
Mas aí, eu me pego pensando no quanto estou feliz (apesar do cansaço), e que ainda que as pessoas esperneiem, e façam muita merda, tentarei seguir em frente e, se puder, estender a mão. Por que não dá pra olhar pra essas pessoas apenas com raiva ou indiferença...

Como diz o Teatro Mágico, "este mundo não vale o mundo, rapaz". Nenhum dinheiro ou bem de consumo pode comprar relações positivas na nossa vida!

domingo, 23 de setembro de 2012

O que será que éramos?

Engraçado pensar que as coisas mudam!
Mudam, a gente muda, tudo muda. Mas lembro como se fosse hoje, naquele consultório de psicologia, eu falando de tantas coisas que estavam mudando e que, enfim, estava encontrando alguma coisa no mundo que realmente me completasse, que me deixasse de fato feliz, que me fizesse ter vontade de levantar e trabalhar - e não, não era uma pessoa.
Fora esse dia, poucos foram os dias que eu gostei de lembrar. Não que não tivesse coisas boas vividas com as pessoas, mas acontece que sempre que eu lembrava de algo bom, lembrava também de outra coisa ruim que estava acontecendo naquele momento e no quanto algum acontecimento bom pareceu um "oásis" no deserto, sabe?

Pois é.

Muitos dizem "queria voltar a ser criança", outros dizem "a adolescência foi o máximo" outros falam "quando eu entrei na universidade, foi mucho loco" e assim por diante. O fato é que eu não consigo lembrar de muita coisa que foi boa, com a mesma intensidade desses que dizem estas frases. Podem me chamar de reclamona, amarga, rancorosa, chata. Bem, não me importo, até porque, é só no blog que consigo falar essas coisas (exceto pro meu companheiro).
O fato é que poucos sabem, mas a vida dessa que vos escreve não foi nada fácil, nem tranquila, nem supimpa. O fato é que motivos reais me fizeram ter que inventar tudo. Até que consegui inventar uma vida numa outra cidade, fato que me dá um pouco de orgulho. hehe.

E acontece que, no momento atual, a busca é por coisas que me complementem. Que me deixem feliz. Que me dêem motivos loucos para viver, para lutar, para ganhar o pão de cada dia.
É, porque os olhos verdes que vejo todo dia, me dão vontade de não fazer nada, de ficar em casa olhando, contemplando, e parar tudo...
Então, me sugeriram uma dança. Outro dia me sugeri a mim mesma uma academia. Mas o fato é que ainda não sei, não faço ideia e não sei por onde começar...

Acontece que a vida anda complicada demais, a sociedade está confusa, e parece que absolutamente tudo fica oco, vazio, e que não há lugar ou coisa no mundo que vá nos dar a sensação de felicidade...

Enquanto, isso, aguardo os olhos que me inspiram a não fazer nada, chegarem. Aliás, isso me lembrou um filme, mas melhor não comentar...

Falta.

Ansiedade, desejo, vontade. Futuro e presente.
Tudo se mistura nessas horas.
Parece que não há nada a escrever, nem a dizer.
Parece até que as fotos, as pessoas, as mensagens, nunca mais serão necessárias.

O que parece é que até eu não estou aqui.
Como, bebo, fumo. Sento, levanto. Deito. Ligo a tv. Ligo a internet. Olho pros livros, praqueles que eu gostaria de ler, para aqueles que eu tenho que ler.
Lembro da tarefa a cumprir, até dia 03 tudo deve estar pronto. Eu devo estar pronta.

Lembro, penso, sinto, desejo.

Mas parece que, enquanto você não está aqui, não consigo existir.

[já escrevi melhor, eu sei, mas estou treinando para voltar de fato a escrever...]

sábado, 22 de setembro de 2012

Crenças

Olho tantas pessoas por aí, e tem tanta gente por perto. Gente diferente.
Parece, às vezes, que os laços do passado se desfizeram para sempre.
Que surgiram novas coisas, novas pessoas, e tudo o que antes existia se foi.
Não posso culpar os outros, pois a maior parte disso é minha.

Só que acontece que tudo o que é novo, jamais vai preencher o antigo, o velho, o que o tempo desgastou, o que foi quebrado e se colou. E aí que mora o problema. Eu não quero desatar, não quis desatar, mas parece que a construção se desmanchou.

[eis uma boa oportunidade de lutar por aquilo que de fato se acredita.]

sábado, 15 de setembro de 2012

Vida maldita

O cursor pisca há uns 15 minutos.
Ensaio palavras na cabeça, mas nada sai.
Parece que está muito difícil escrever. Talvez, mais do que lidar com as situações recentes.

Parece que nunca estaremos prontos, que nunca venceremos, que nunca seremos fortes, que nunca caminharemos sem pestanejar.
E parece que nunca seremos felizes de verdade. Existir é um vício do qual a libertação é o absurdo e a permanência, um caminhar - morro acima ou em círculo.

E o não saber sobre o existir é o que me faz continuar sem querer de fato descobrir se há a possibilidade de viver de forma diferente.
Enquanto não sabemos existir, não saberemos ser, muito menos poderemos fazer.
Quantas vezes me vi dizendo que alguém precisa aprender a lidar com os sentimentos? Inúmeras!
Em todas elas, eu mesma me dizia "isto é quase impossível". Porque saber reconhecer é bem possível, mas saber lidar, isso já está beirando a utopia...