Apegada à cara. Ao corpo, ao tudo.
Fazia tempo que eu não aparecia por aqui, né?
Ok, não fazia taaaantoooo tempo! Já fiquei bem mais tempo longe, eu sei!
Mas eu estava sentindo falta...
Depois de toda a minha revolta por ver pessoas aparentemente "do bem" desejando o meu mal, vou falar de mim mesma, que é pra ninguém dizer que eu fico só "me queixando dos outros".
Tenho tido uns sonhos "mucho locos", tá ligado?
Pois é.
Uns sonhos que nem eu acredito quando eu acordo! haha
Ontem mesmo, quer dizer, hoje, eu acordei no maior susto (ah, não, foi ontem mesmo!) com o celular tocando... Estava tendo um sonho muito louco em que eu encontrei meu irmão mais velho e estávamos conversando sobre uns problemas da vida, então pegamos um álbum de fotografias da infância e a cada foto que víamos, voltava-se à cena e ele ia explicando o ponto de vista dele sobre diversas coisas. Sério, era muito louco! Toda hora, ficava indo no passado e voltando pro presente pra folhear o álbum e ver outra foto!!!
Mas o sonho que mais me chamou atenção nos últimos tempos, foi um sonho que misturava meu irmão mais velho e uns fatos do presente. Aliás, é bastante sonho com meu irmão mais velho, hein?! (ô.Ó) Ele me encontrava na rua e me dava um "nextel", mas o nextel era quase do tamanho daquele rádio do Lucas Silva & Silva (direto do mundo da luaaaaa). Era muito grande, parecia um walk tok (sei lá como se escreve isso!). E eu andava pela rua pensando "uau, eu tenho um nextel!" seguido por "mas não tenho NENHUMA amiga que tenha nextel!" e depois pensando "Não, não vou fazer amizade só pra poder usar o nextel!" kkkkk que bizarro!!!
Então eu andava pela rua mexendo no meu mais novo nextel! Uma conta inteirinha pra eu poder usar infinitamente (com quem, não sei!) e zás!
Eis que eu olho para um prédio grande e antigo que ocupava quase um quarteirão inteiro. Nas paredes desse prédio, tinham macarrões parafuso gigantes colados, eu olhava e pensava "o que tão fazendo aí esses macarrões????", então, pra minha surpresa, lá em cima numa torre que existia no prédio, com um macarrão do lado de fora (na parede externa), havia uma paciente minha!!!! Ela me chamava, me chamava muito! Então, eu pensei "meo, nem nos meus dias de folga minha ela me deixa livre????".
Aí, eu acordei. E fiquei pensando no que mais me chamou atenção. Não foi o nextel, nem os macarrões, mas foi a paciente me perseguindo no meu dia de folga!
E era tipo um sábado, algo assim! Acordei de madrugada, pensei nela, e disse pra mim mesma "pára Juju, agora não é hora de pensar nisso, vc PRECISA desligar, vc tem DE desligar!!!!".
E deu certo?
Nãaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaoooooooooooooooooo!!!!
Mas eu consegui voltar a dormir depois de um tempo acordada....
O fato é que nosso inconsciente insiste em nos mostrar coisas que não estamos querendo enxergar em nós, ou mesmo, nos dá "toques" para coisas que precisamos de fato atentar. Ele me mostrou uma "máscara" da vida que está apegada não apenas à cara, ao corpo, à alma. A máscara da terapeuta. Esta máscara precisa ser tirada de vez em quando, o difícil é conseguir...
O que importa é saber que nós podemos nos boicotar ou sermos grandes aliados de nós mesmos. Quando vemos ou vivemos coisas para as quais não damos a menor atenção, ou não queremos enxergar certas coisas, acabamos por nos boicotar. Assim, negamos fatos e impressões, fazemos de conta de nada está acontecendo, não conseguimos entender o que ocorre conosco e como os fatos nos afetam, fazendo com que adoeçamos das maneiras mais diversas possíveis...
Ainda estou no caminho de adoecimento, mas buscando uma cura. Comecei este movimento, mas jamais esquecerei da famosa frase de Jung que fala que só pode curar, aquele que já foi ferido.
Assim, sigo a vida, de ferimento em ferimento e pensando que ao menos assim posso ajudar outras pessoas a encontrar seus caminhos para uma "cura". Eu mesma, já entendi que meu caminho é este... De ferimento em ferimento, aprendendo a reconhecer os tipos de machucados e as formas para tratá-los...
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