terça-feira, 10 de maio de 2011

O dilema: que roupa vou vestir?

Eu saí de casa, o tempo inteiro fugindo. Daquela vontade de te encontrar, de te abraçar, de conversar contigo. Aquela vontade daquele abraço se estender e, quem sabe, continuar a conversa num sofá de uma sala aconchegante, deitar debaixo dos cobertores. Aquele desejo de ficar mais e mais próxima de você.

Passei boa parte do dia fugindo disso. Aliás, desde aquela última mensagem que te respondi, eu comecei a fugir. Fugir daquilo que eu possa vir a sentir, de fato. Desse sentimento que quando estamos perto, estamos bem. Como você diz, "são esses..." Não, não vou dizer como você diz! Não vou repetir as tuas palavras, nem dizer o que falamos. [não, você não vem a minha mente!]

Hoje, por vários momentos do dia, pensava em sair com aquela roupa. Aquela, que tu disseste que gostas. Mas na realidade, quem gosta dela sou EU. Você não tem nada a ver com isso! Por quê, quando eu penso em colocar, me vem à cabeça que tu gostas daquela roupa? Por quê, eu fico pensando se vou te encontrar ou não? Por quê é que eu estou tentando fazer de tudo pra provar pra mim mesma que eu não estou nem aí? Por quê?

Se eu fosse um homem, eu seria aqueles mais bananas! Nunca jamais tomaria nenhuma iniciativa, e viveria chupando dedo. Mas como eu sou mulher, gosto de me esconder atrás dos estereótipos de que são os homens que tem que fazer algumas coisas. Então, eu apenas respondo. Assim é mais fácil, dói menos ouvir o "não". Em contrapartida, dói mais ficar na dúvida.

Então, quando eu já estava me convencendo de que eu ia colocar "aquela" roupa porque EU queria, ou melhor, não ia colocar, a blusa que eu escolhi soltou um botão. Então, pensei rápido, e escolhi a roupa que você gosta mas que eu não ia por só por isso. Jamais!
Saí, rapidamente. Fui lá naquele lugar, andando rápido, pensando que "eu nem quero encontrá-lo mesmo!". E fui pro meu compromisso. Ao final, saí da sala, fiquei com amigas conversando, esperando um professor passar porque eu tinha coisas pra perguntar a ele. Então, enquanto conversávamos, você passou. Se você soubesse a minha felicidade e a raiva que eu tive de mim mesma. É tão infantil isso, que me sinto uma idiota!

Você passou e depois eu fui embora, achei que não fosse falar contigo. Então conversamos. Com outras pessoas. E a conversa estava muito boa, como sempre. Mas eu tinha que dizer "tchau". Eu tinha que demonstrar que não me importo. Eu tinha que dizer "preciso ir". E eu disse. Umas quatro vezes, mas disse. Até que eu fui embora.

Falamos como se não houvesse nada. Nenhuma mensagem, nenhuma coisa entre nós. E agora, justamente quando eu estou aqui escrevendo isso, lá vem você com outra mensagem. Eu não sei até que ponto eu vou acreditar nelas, mas o que eu posso dizer? Isso me faz bem. Muito bem! E hoje senti que poderia passar muitas e muitas horas com você e o tédio jamais me alcançaria... Eu sinto que tu me fazes bem, muito bem. :)

Tudo isso por causa do dilema de "qual roupa vou usar hoje". Acabei escolhendo com pressa, quando estava saindo. Eu, que só queria provar pra mim mesma que não estou entrando na sua. Eu, que só estou tentando provar pra mim mesma que essas suas palavras não devem ser sinceras. Fico tentando me convencer que eu não te quero, também.

2 comentários:

Andarilho disse...

Juro que lendo esse post me veio a imagem de umas comédias românticas na cabeça, hahaha.

jujudeblu disse...

Hahaha! Nada na minha vida deixa de ter cara de algum filme que fizeram por aí... é impressionante!
Mas acredite, essa é minha vida [e meus dilemas]. :P