Paisagem* [dia dentro de outro]
Há dentro de mim uma paisagem
entre meio-dia e duas horas da tarde.
Aves pernaltas, os bicos mergulhados na água,
entram e não neste lugar de memória,
uma lagoa rasa com caniço na margem.
Habito nele, quando os desejos do corpo, a metafísica, exclamam:
como és bonito!
Quero escrever-te até encontrar onde segregas tanto sentimento.
Pensas em mim,
teu meio-riso secreto atravessa mar e montanha,
me sobressalta em arrepios,
o amor sobre o natural.
O corpo é leve como a alma,
os minerais voam como borboletas.
Tudo deste lugar
entre meio-dia e duas horas da tarde.
[O amor no Éter - A.Prado]
entre meio-dia e duas horas da tarde.
Aves pernaltas, os bicos mergulhados na água,
entram e não neste lugar de memória,
uma lagoa rasa com caniço na margem.
Habito nele, quando os desejos do corpo, a metafísica, exclamam:
como és bonito!
Quero escrever-te até encontrar onde segregas tanto sentimento.
Pensas em mim,
teu meio-riso secreto atravessa mar e montanha,
me sobressalta em arrepios,
o amor sobre o natural.
O corpo é leve como a alma,
os minerais voam como borboletas.
Tudo deste lugar
entre meio-dia e duas horas da tarde.
[O amor no Éter - A.Prado]
*uma dentre tantas belas vistas do Parque do Ibirapuera.
[só que hoje faz muito frio por aqui]

3 comentários:
Que maravilha de post! Ótimo texto e foto! Me deu até vontade de conhecer o parque.
A minha paisagem fica entre cinco e sete horas da tarde.
As paisagens que realmente importam, talvez sejam aquelas onde o tempo nao parecia presente
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