terça-feira, 26 de junho de 2007

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Ela anda pela cidade. Eu lhe digo que está na hora de parar. Ela resolve então se deitar. Horas intermináveis numa madrugada acesa. Ligo para ela pra desejar boa noite. Ela diz que não conseguirá dormir. Começa a descrever o que sente. Vazio, angústia, tristeza. Seus pensamentos parecem que vão explodir sua cabeça. Ela diz que prefere morrer. Eu lhe digo para não fazer isto. Digo que tudo vai passar. Mas a dor em seu peito é muito grande. Não sei o que fazer por ela, meus recursos estão chegando ao fim. Ela me diz que acordou se sentindo mal, estava triste desde a manhã. No começo não havia um motivo para tal tristeza, depois se sentiu triste por problemas familiares, depois ficou triste por problemas amorosos. Passou a tarde chorando, e ninguém percebeu. Eu fui questionando o que havia acontecido, ela disse que nada de concreto, apenas os mesmos sentimentos de sempre. Ela encontrou outra amiga nossa, pessoa legal. Deu algumas risadas. Quando se olhou no espelho, disse que levou um susto, por estar com a cara inchada. Mas ela me disse que foi excesso de crítica, na verdade ninguém percebera isso além dela. Eu lamentei não tê-la encontrado pessoalmente, acho que eu perceberia. Ela diz que não tem problema, porque a dor que sente é maior do que qualquer outra coisa. Ela queria dar um grito, fazer sumir o que a atordoava. Nunca tinha pensado em morrer com tanta intensidade. Ela disse a mim que todos os dias pensa nisso. Lembra a música que diz que "A melhor expressão da angústia, pode ser a depressão, algo que vc pressente. Indefinível. Mas não tente se matar, pelo menos essa noite, não... Essa noite não...". Eu lhe disse "isso mesmo, não pense nisso, pelo menos essa noite...". Ela promete pra mim que vai parar de pensar nisso. Nós desligamos o telefone. Ela fica mais de três horas acordada depois dessa conversa toda. Me disse hoje que não sabe o que fazer. Uma hora isso terá um fim. Teme seus próprios sentimentos. Eu penso que ela não devia se sentir dessa forma, por ser uma pessoa tão legal e com um futuro tão promissor. Ela diz que vai aniversariar e que esse está sendo o pior aniversário de sua vida. Talvez o último. Eu lhe digo que não... Ela diz que quer acreditar que não, mas que existem horas em que realmente não sabe o que pode acontecer. Já se despediu de algumas pessoas, ainda faltam poucos, os quais ela adia... Prefere seguir em frente, sem parar muito pra fazer isto. Mas lembra-se do filme "do que as mulheres gostam" e se vê como a tal menina, quieta, que pensava em tantas coisas obscuras e as quais ninguém imaginava...

Eu fico triste por ela. Mas sinto que meus recursos para ajudá-la estão chegando ao fim...

7 comentários:

Ana P. disse...

E eu então, fiquei triste de chorar...

[tem horas que eu queria fazer o possível e o impossível, mas não depende só de mim...]

Anônimo disse...

Faço minhas as palavras da Ana P.

Márci disse...

Eu diria para Ela que a vida é fodaaaaaa !!!! mas que tem coisas que faz parte...e que tem horas que não adianta mesmo a gente tentar entender bulhufas...E diria mais ainda...que uma hora deve passar...[pode demorar...mas axu que passa]

Aline Bottcher disse...

caramba!
que triste!

sem palavras...
:/

Rolf Thiessen disse...

Nunca é tarde demais para desistir; mas sempre é válido continuar tentando...
E aí garota, você não conecta mais? Nunca mais?...
Sinto falta de conversar!
Beijo...

neutron disse...

Sabe quando você não sabe o que comentar, porque o post te fez pensar pra caramba? Então...

Eu só digo que... quando a gente acha que não tem mais força, sempre vem uma lá de longe e surpreende. Desde que a gente deixe ela aparecer...

Claudia Lyra disse...

Ai, Juju... seus recursos não estão chegando ao fim. Não estão mesmo! Paciência e fé. Não está escrito 'quando estou fraco, então é que sou poderoso'? Assim, da mesma forma que Paulo, vamos nos jactar de nossas fraquezas, 'para que o poder do Cristo permaneça sobre nós igual a uma tenda'.

Te amo!